Imprimir esta página

Bater em criança é covardia!

  Ana Carolina Thompson

É alarmante a quantidade de pais que ainda recorrem à palmada como método de "educação" em pleno século vinte e um.
Inseridos na "era da informação", temos acesso facilmente a publicações das mais diversas naturezas, pesquisas e campanhas de toda sorte que claramente expõem o quanto a palmada e outros tipos de castigos físicos são prejudiciais para o desenvolvimento criança não apenas do ponto de vista físico, mas também do moral, social, afetivo, dentre outros.
É lastimável saber que pais "modernos" têm criado seus filhos à luz do autoritarismo, da agressividade e da frieza da educação "tradicional", alegando ser um ato de amor, mesmo sabendo, muitas vezes, que a palmada não se trata de uma prática educativa.
Além de não ser educativa, a palmada é extremamente contraditória. Quem ama, não agride! Quem ama, não bate! Quem ama, educa, mas, infelizmente, bater é muito mais fácil que educar.
Bater em crianças é um atestado de incompetência, desequilíbrio e fracasso do adulto, que culmina em uma descarga de raiva quase sempre seguida por um sentimento de culpa. O ato de bater em crianças reforça a tão criticada relação de submissão do mais fraco ao mais forte, caracterizando um claro exemplo de covardia. Trata-se de um ato estressante para adultos e traumático para crianças. Além disso, não tem nenhuma garantia de eficácia e pode ocasionar dor, medo, ressentimento, rejeição e rebeldia que a curto, médio e longo prazo resultam sérios danos emocionais ao indivíduo agredido.
É preciso que nós, pais, aprendamos a educar nossos filhos de fato e, para isso, é necessário que construamos aos poucos um novo modelo de educação que proporcione às nossas crianças valores sólidos e disciplina sem utilizarmos qualquer tipo de violência física ou psicológica como ameaças, por exemplo, que podem ter um efeito impactante na construção da personalidade da criança.
Uma boa maneira de educar é fortalecer os vínculos e dar novos rumos à relação entre pais e filhos, construindo um ambiente de carinho, confiança e, sobretudo, respeito mútuo.
Elogie as boas condutas do seu filho. Aproxime-se, beije-o, abrace-o. Converse com ele. Pergunte-lhe como foi seu dia. Explique-lhe os porquês da vida. Faça seu filho entender que os direitos dele terminam onde começam os do outro. Diga "sim" quando puder e "não" quando for o caso. Ensine seu filho a lidar com as frustrações do cotidiano. Escute-o com atenção. Dê o exemplo, seja o exemplo. E, sobretudo, ame-o. Eduque-o com carinho e jamais utilize a violência para dar limites ao seu filho porque BATER EM CRIANÇA É COVARDIA! LEI SECA CONTRA A PALMADA JÁ!

Ana Carolina Thompson, 25 anos, professora, MÃE de dois filhos e participante da comunidade Pediatria Radical

Castigo não é a solução

Crianças precisam, é claro, ser orientadas na direção do comportamento responsável adulto, mas os pais não devem esperar que elas consigam isso de uma vez só. E não há nenhuma evidência convincente de que possa ser alcançado efetivamente empregando-se o velho ditado "é de pequenino que se torce o pepino". Castigo corporal em qualquer idade confunde e traumatiza a criança, pois ela não consegue entender por que a mãe e o pai que ela ama, e que supostamente a amam, passam repentinamente a ter raiva dela e lhe infligir dor física. Ela pode tornar-se insegura, ressentida e até inútil, e a conseqüência pode ser um dano psicológico.
O impacto do castigo físico no desenvolvimento da criança tem sido estudado exaustivamente, e o consenso é que a violência provoca danos tanto nos pais quanto nas crianças. O castigo não ensina à criança o que fazer e consegue apenas um benefício temporário, se conseguir, em ensinar-lhe o que não fazer. Não nego que, numa ocasião, levantei a mão, com raiva, mas, na maior parte do tempo, tentei conseguir o objetivo desejado com os meus filhos através da utilização do exemplo e da transmissão de encorajamento terno e amoroso. Estou mais do que satisfeito com os resultados. Espero e creio que meus netos, da mesma maneira, raramente experimentarão castigo físico por qualquer motivo.

Trecho do Livro: COMO CRIAR UM FILHO SAUDÁVEL... APESAR DO SEU PEDIATRA, do Dr. Robert Mendelsohn

www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1651309

www.pediatriaradical.com.br

 

11

  • Link do comentário Alexandre Alexandre 07 Julho 2012

    A autora de “Alma de Mulher” é Fátima Ayache (http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=18411)

    Relatar abuso
  • Link do comentário Rodrigo Rodrigo 15 Maio 2011

    Onde encontro este livro a venda?

    Relatar abuso
  • Link do comentário Nana Nana 06 Abril 2011

    Na verdade, o castigo físico ensina à criança que:
    - É batendo que comunicamos coisas importantes.
    - Bater é uma resposta aceitável para a raiva.
    - As pessoas das quais elas dependem para sua proteção irão machucá-las.
    - Eles devem ter medo de seus pais, ao invés de confiar neles para que ajudem e ensinem.
    - Suas casas não são seguras para exploração.

    Pense no efeito que ser punido fisicamente tem sobre adultos. Quando alguém nos bate, a gente se sente humilhado. Não temos motivação para agradar a pessoa que nos bateu, sentimos ressentimento e medo. Podemos inclusive ter desejo de vingança. Bater em seu filho prejudica seu relacionamento com ele, e não lhe dá a informação necessária para que tome decisões. Além disso, bater não aumenta o respeito de seu filho por você.

    Fonte: DURRANT, Joan E., Positive discipline: what it is and how to do it, Save the Children Sweden e Global Initiative to End All Corporal Punishment of Children, 2007.

    Relatar abuso
  • Link do comentário Luana Temperine Luana Temperine 16 Janeiro 2011

    Olha tenho uma filha q tem a natureza bem forte e sinceramente ja usei de todos os metodos para educa-la mais ela tem resistido a todos o q devo fazer agora?
    Espero resposta.rn
    Insistência e repetição é a forma de conseguir resultados, não é de imediato, mas a médio prazo. Ensiná-la o efeito de causa e consequencia, mas tudo tem que ser conversado primeiro. Mostrar a ela que tudo o que fizer de errado terá uma consequencia ruim, a perda de um objeto ou uma festa, qualquer coisa que a faça refletir. Pode parecer, num primeiro momento que não adiantou, mas a repetição exaustiva a fará pensar duas vezes antes de fazer besteiras.
    Esta e outras duvidas eu respondo em: naobataeduqueeuapoio.blogspot.com/
    Força e Paciência!!!

    Relatar abuso
  • Link do comentário Luana Temperine Luana Temperine 29 Junho 2010

    Tenho um blog e uma fanpage no Facebook sobre o tema. Estou inteiramente de acordo com a sua posição, mas tem sido muito dificil ganhar a adesão das pessoas. Arraigadas na cultura da Palmada.Gostaria de ocntar com você na minha rede de apoio: este é o meu blog: naobataeduqueeuapoio.blogspot.com/
    e a fanpage: https://www.facebook.com/pages/N%C3%A3o-bata-Eduque-Eu-apoio-/217765488290813
    Conto com seu apoio e parabéns pela iniciativa!!

    Relatar abuso
  • Link do comentário Jassyara Barbosa Jassyara Barbosa 27 Março 2010

    Olha sinceramente depois destes dois textos, fiquei mais confusa ainda, não nego que já dei umas palmadas np meu filho de 3 anos e 9 meses todos sem sucessos e depois fiquei com a maior culpa porém este segundo texto repreende o castigo, agora fiquei em dúvida sobre o que eu faço? Sou muito amorosa e quero o melhor para meu filho.

    Relatar abuso
  • Link do comentário Ligia Ligia 23 Março 2010

    Olá... vc escreve como td fosse muito f´~acil!

    Por isso que vemos tantas crianças, hj em dia, tiranas, desobedientes, adolescentes sem rumo...

    Porque os pais perderam a autoridade. Td é errado. Só a criança tem dtos!

    Relatar abuso
  • Link do comentário sabira sabira 30 Outubro 2009

    oi sou mae de 3 filhos. eu tenho uma filha q e teimosa faz coco na calcinha ja bate mas nao para.e depois fico arependida com dor d coracao.nao sou uma mae carinhosa talvez pelo q pasei na minha infacia.quero ser uma mae carinhosa q intenda os meus filhos ajudeme por favor amo os meus filhos mas discarego a furia na 2 filha q faz coco na calcinha.

    Relatar abuso
  • Link do comentário Helena Gonçalves Helena Gonçalves 23 Outubro 2009

    Não sendo defensora da violência como metodo educarivo acho que estamos a cair em excessos nas preocupações dos danos que possam advir de uma palmada (não me refiro a tareões de cinto).

    Sou uma adulta emocionalmente estável, não sou insegura, ressentida nem inutil. Levei castigos, apanhei palmadas. As unicas que deixaram marcas foram aquelas que me deram de forma injusta. Todas as outras não deixaram nem marca fisica nem psicológica. Estamos a falar da tradicional palmada no traseiro...que não leva nem nunca levou ninguém ao hospital.
    E sim, há o mais forte e o mais fraco..tem de haver em alturas em que a criança tenta medir forças.

    Preferivel não dar palmadas. Concordo. Mas deixemos de dramatizar tanto. Mas grave é deixa-los fazer tudo em nome da defesa de possiveis danos psicologicos e acabar por se ver pequenos tiranos de 5 anos que por vezes até...batem nos pais que nunca lhes tocaram!

    Quanto ao castigo...nem comento. O castigo é necessário. Terá de ser um castigo que ensine a consequencia da causa, claro. Não um castigo que não ensine. Mas acho indispensavel ensinar que os actos accarretam consequências. Castigos sim. Adaptados aos erros.

    Relatar abuso
  • Link do comentário andressa andressa 21 Setembro 2009

    nao bata em uma criança pois podem se machucar grave por isso nao bata em uma criança muitoo menos bata em um bebe pois o bebe sofrera consequencia grave :BATER EM CRIANÇA E CRIMEEE :cry:

    Relatar abuso