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Respondendo à nossa pesquisa "Porque ele nunca mais ligou?" , Enzo Zanchetta abre mão do anonimato e expõe sua opinião sobre as mulheres.

Me chamo Enzo. Tenho 30 anos. Sou advogado e professor, com mestrado em Teoria Geral do Direito e, recentemente, desenvolvendo um projeto de doutorado na mesma área. Solteiro (embora a vida sexual seja ativa), amante de bons vinhos, bom cinema, boa música e, sobretudo, bons livros. O que, desde cedo, sempre me levou a conhecer mulheres interessantes [algumas mais modernas, outras, nem tanto. Talvez, a minha tese esteja correta (eu tenho várias teses sobre as mulheres – a mulher é, para mim, uma ciência em si, pode crer, risos...): ninguém é moderno quando se ama], tanto no Brasil quanto na Itália ou em Açores, onde morei por uns anos.

Esse tema do ligar no dia seguinte é, antes de mais nada, palpitante e desafiador para quem o estuda e o analisa, tanto na Psicologia quanto na Física do Amor (a Biologia). Já esteve no cinema e na literatura em incalculáveis vezes. Para abordá-lo adequadamente, eu teria que escrever um livro inteiro. De modo que, nessas linhas, fujo a pretensão de esgotá-lo. Deixo apenas umas miúdas colaborações para aquelas que ocuparem a vista nesse desiderato.

Pois bem, a cultura sempre foi uma constante em minha vida. Freqüentador assíduo de livrarias e bibliotecas. Nesse ambiente, sempre fui presenteado, no mais das vezes, com a companhia de mulheres inteligentes e sexualmente decididas. Todos os relacionamentos que tive, vieram até mim. Nunca sendo a recíproca verdadeira. Essa é outra tese minha: a mulher sempre escolhe. O homem sempre é escolhido. Aliás, a mulher adora esse verbo: "escolher". Mulher e seletividade são duas coisas muito próximas. Percebi isto desde cedo. A mulher quando quer "ser escolhida", cortejada, ela própria cria as condições necessárias. Mulheres são seres lingüísticos (semióticos). Adoram as palavras. Então, quando a mulher gosta do camarada, ela o presenteia com diálogos, quer seja com a boca, quer seja com os olhos. Embora, em determinadas circunstâncias, possam haver jogos (estratégias femininas), onde não perceberemos isso. Contudo, normalmente, quando o sujeito se vê envolvido pelo interagir verbalmente feminino, ele foi o escolhido. E, definitivamente, não escolheu. Isso é como uma dança, na qual não é o homem quem tira para dançar. Em que pese alguns imbecis acharem isso (a inteligência não é algo que se encontra em qualquer esquina, mas, certamente, está em quase todas as mulheres – e, em alguns poucos homens). Dessa verbalidade feminina nasce a relevância do telefonar no dia seguinte (mulheres "gozam" pelos ouvidos). O que para o homem, ser semi-verbalizado, não tem a mesma importância.

Particularmente, eu nunca prometi telefonar no dia seguinte ou em qualquer outro dia. Na vida, fiz poucas promessas. Mas, realizei muitas coisas. O que destaco, como homem, é que o fato de ligar não significa para o macho que foi bom, que valeu a pena ou teve importância. Deixei de ligar para mulheres inesquecíveis e liguei para outras sem expressividade no conjunto de minhas paixões. Os homens são seres matemáticos cujo cérebro costuma fazer uma coisa a cada vez. Enquanto a mulher é mais sistemática e dinâmica, o homem é mais focado e exato. Então, nas vezes em que liguei foi porque tive tempo e pude me lembrar de pegar o telefone. Algo, como se percebe, sem relação direta com a importância daquela pessoa para mim. Obviamente, não foi o caso de eu nuca mais aparecer para aquela mulher. O fato é que as coisas sempre ocorreram para mim de modo muito natural. Eu nunca marquei nada, mas a vida sempre deu um jeito de eu me esbarrar com aquela dama.

Esse é um tema que mereceria uma resposta mais longa. Falar mais sobre o perfil de cada mulher e do meu próprio perfil para poder responder de modo mais apurado. Entretanto, tenho que me limitar a isso por questão de espaço (inclusive para não cansar as leitoras). Em pese faltarem muitos elementos para abordar. Talvez noutra oportunidade. Autorizo a publicação. Um forte abraço, Enzo Zanchetta.