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Autorrealização só é possível quando se conhece a si mesmo. Nossa sociedade nos estimula a perseguirmos apenas as vitórias, a sempre transmitirmos uma imagem positiva pro mundo à nossa volta e a “passarmos batido” pelas ansiedades, medos e tristezas.

Claro, é super saudável mantermos o foco no sucesso, no otimismo e na autosuperação. Mas, quando nem pra nós mesmos podemos mostrar nosso “lado b”- o lado que traz as marcas das dores que fazem parte da vida, é que começamos a gerar um espaço pra vários tipos de sintomas e transtornos psicológicos, que vêm justamente nos cobrar a devida descarga das nossas emoções.

Por que agimos tantas vezes assim, em fuga do contato mais íntimo conosco mesmos ou com os outros? O que está sendo evitado, do que temos medo? Será que é possível enfrentarmos nossos fantasmas e ainda assim não perdermos nossa força e referenciais positivos?

Sim, a psicoterapia é como um “espaço secreto”, um momento especial, onde o mundo interior de cada um pode se revelar e onde se pode dar vazão a todos os tipos de emoções presentes ou passadas, sem que se sinta sozinho, ameaçado ou julgado. O papel do psicoterapeuta é prover a segurança, a empatia e a confiança necessárias para que o paciente possa vivenciare compreender o que ele, mesmo inconscientemente, mais temia entrar em contato.

A princípio, algumas emoções podem parecer desestruturantes, mas na prática, o que se percebe é que mesmo as emoções mais perturbadoras são como ondas e têm início, meio e fim. Mas, somente quando são finalmente processadas até a sua completude, digeridas e elaboradas com alguém que lhe desperte a sensação de “estar junto”, é que poderão abrir um novo caminho aliviante para a cura. Afinal, “nós é que devemos ter as emoções e não as emoções nos terem”.

Quando se forma uma aliança positiva entre paciente e psicoterapeuta, não há limites para o crescimento e fortalecimento psíquico. Normalmente, o paciente se sente reforçado pela própria relação terapêutica a aprender novas conexões cerebrais que o levam a se libertar de jogos comportamentais aprisionantes e à uma melhor visão de si mesmo, dos outros e do mundo.

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